Suporte e Sustentação

Sua TI só recebe atenção quando “esquenta”? O problema de esperar algo parar para pedir suporte

Quando uma onda de calor chega, muita gente só percebe que alguma coisa precisava de atenção quando a temperatura já passou do confortável.

8 min de leituraPor Equipe Glautec
Sua TI só recebe atenção quando “esquenta”? O problema de esperar algo parar para pedir suporte

O ar-condicionado que não recebia manutenção deixa de dar conta. Um equipamento começa a trabalhar no limite. Aquilo que parecia estar funcionando normalmente mostra que já vinha pedindo atenção há algum tempo.

Na TI das empresas acontece algo parecido.

O computador vinha ficando mais lento. O servidor já apresentava sinais de sobrecarga. A internet oscilava. O sistema travava algumas vezes. Os chamados estavam aumentando.

Mas a operação continuava.

Até o dia em que alguma coisa para.

E aí começa a corrida.

O problema não é apenas resolver a falha. É administrar tecnologia esperando que ela aconteça.

Se a TI só aparece quando algo para, existe um problema de gestão

Durante muito tempo, suporte de TI foi associado principalmente a uma situação:

“Deu problema. Chama o técnico.”

Essa função continua sendo necessária. Equipamentos falham, sistemas apresentam erros e usuários precisam de ajuda.

A questão é o que acontece antes disso.

Se toda a gestão da tecnologia começa depois de uma interrupção, a empresa passa a trabalhar de forma reativa.

O servidor apresenta problema. Alguém resolve.

A internet cai. Alguém verifica.

Um computador fica lento. Abre-se um chamado.

O Wi-Fi começa a oscilar. A equipe reclama.

Cada situação é tratada separadamente e, quando volta a funcionar, o assunto parece encerrado.

Até acontecer novamente.

Resolver rápido é importante. Evitar recorrências também.

Imagine uma situação hipotética.

Uma empresa percebe que determinado setor reclama constantemente de lentidão.

O suporte é acionado, faz alguns ajustes e a operação volta ao normal.

Duas semanas depois, o problema retorna.

Novo chamado.

Nova intervenção.

Depois acontece novamente.

Individualmente, todos os chamados podem ter sido atendidos.

Mas existe uma pergunta que precisa ser feita:

Por que o problema continua voltando?

Talvez exista um equipamento próximo do limite.

Talvez o problema esteja na rede.

Talvez o sistema tenha mudado e a infraestrutura não tenha acompanhado.

Talvez exista uma configuração inadequada.

Ou talvez a causa seja outra.

É justamente essa investigação que diferencia simplesmente atender chamados de cuidar da sustentação do ambiente.

O chamado mostra o problema. O histórico pode mostrar a causa.

Quando os problemas são tratados de forma isolada, uma informação valiosa pode ser perdida: a repetição.

Cinco chamados parecidos em três meses não são apenas cinco problemas resolvidos.

Podem ser um sinal.

O mesmo vale para equipamentos que apresentam falhas recorrentes, quedas frequentes de conexão, usuários que enfrentam sempre a mesma dificuldade ou sistemas que precisam constantemente de intervenção.

O histórico ajuda a transformar suporte em informação para decisão.

Em vez de perguntar apenas:

“O chamado foi resolvido?”

a empresa começa a perguntar:

“Por que estamos recebendo tantos chamados sobre isso?”

Essa mudança parece pequena, mas altera bastante a forma de administrar a tecnologia.

Monitorar não significa esperar alguém reclamar

Existe outro ponto importante.

Nem todo problema tecnológico começa com uma tela preta.

Algumas situações dão sinais antes de afetar diretamente o usuário.

Capacidade pode se aproximar do limite.

Um equipamento pode apresentar comportamento fora do padrão.

Um serviço pode oscilar.

Um recurso pode começar a ficar indisponível com frequência.

É por isso que monitoramento e manutenção preventiva fazem parte de uma estratégia de sustentação.

A lógica é simples:

quanto mais cedo uma alteração relevante é percebida, maior a possibilidade de analisá-la antes que se transforme em uma interrupção maior.

Isso não significa que monitoramento consiga prever ou impedir toda falha.

Não consegue.

Significa que a empresa deixa de depender exclusivamente da reclamação do usuário para descobrir que alguma coisa está acontecendo.

E o calor? O que isso tem a ver com TI?

A relação não precisa ser exagerada.

Equipamentos de tecnologia possuem condições ambientais especificadas pelos fabricantes, e ambientes com servidores e outros equipamentos de processamento de dados exigem atenção a temperatura, ventilação e umidade.

A ASHRAE, referência internacional em climatização e ambientes de data center, estabelece faixas ambientais recomendadas para diferentes classes de equipamentos de processamento de dados e destaca que o gerenciamento térmico adequado é importante para o funcionamento confiável desses componentes.

Isso não significa que qualquer dia quente fará um servidor parar.

Significa que condições ambientais também fazem parte do cuidado com a infraestrutura.

Em períodos de temperaturas elevadas, vale lembrar de algo que deveria valer o ano inteiro: tecnologia crítica não deveria ser observada apenas depois de apresentar uma falha.

Suporte e sustentação não são exatamente a mesma coisa

O suporte é fundamental para resolver necessidades dos usuários e incidentes operacionais.

Um colaborador não consegue acessar um sistema.

Uma impressora apresenta problema.

Um computador não inicia corretamente.

Uma aplicação precisa de configuração.

Essas situações precisam de atendimento.

A sustentação olha também para o ambiente que existe por trás desses chamados.

Isso pode envolver acompanhamento, monitoramento, manutenção preventiva, análise de recorrências e evolução do parque tecnológico.

Na prática, uma frente resolve o problema que apareceu.

A outra também pergunta o que pode ser feito para que a operação fique mais estável ao longo do tempo.

As duas precisam trabalhar juntas.

O barato pode sair caro quando só enxergamos o valor do chamado

Existe uma conta que raramente aparece de forma clara no financeiro.

Quanto custa um problema de TI?

Não apenas o valor cobrado para resolvê-lo.

Pense em um computador que trava constantemente.

O funcionário espera.

Reinicia.

Tenta novamente.

Chama alguém.

Explica o problema.

Aguarda atendimento.

Volta a trabalhar.

Se isso acontece repetidamente, existe um custo que não aparece na nota fiscal do suporte.

Está nas horas perdidas.

Na produtividade.

No atraso.

No retrabalho.

Na experiência do cliente quando a falha chega até o atendimento.

Na equipe que precisa parar aquilo que estava fazendo.

Por isso, avaliar TI apenas pelo custo do atendimento técnico pode esconder uma parte importante da conta.

Manutenção preventiva não significa trocar tudo antes da hora

Também não faz sentido transformar prevenção em desperdício.

Uma estratégia preventiva não significa substituir equipamentos bons apenas porque atingiram determinada idade ou comprar tecnologia sem necessidade comprovada.

Significa acompanhar o ambiente e tomar decisões com informação.

Um equipamento pode continuar adequado durante bastante tempo.

Outro pode deixar de atender às necessidades antes do esperado.

O importante é não descobrir isso apenas quando ele para.

A decisão deveria considerar condição, desempenho, criticidade, suporte disponível, necessidade da operação e risco de indisponibilidade.

Prevenção não é trocar por trocar.

É reduzir improviso.

Nem todo chamado tem a mesma urgência

Imagine duas situações.

Na primeira, um usuário não consegue utilizar uma impressora secundária.

Na segunda, todo o faturamento da empresa está indisponível.

São problemas de TI.

Mas o impacto é completamente diferente.

Por isso, uma operação de suporte precisa considerar criticidade, impacto e urgência.

O objetivo não é simplesmente atender pela ordem em que as mensagens chegaram.

É entender o que está acontecendo com o negócio.

Quando a tecnologia sustenta vendas, produção, estoque, atendimento, logística e financeiro, priorizar corretamente deixa de ser uma questão apenas técnica.

Vira uma decisão operacional.

Sua empresa conhece o próprio ambiente?

Existe uma dificuldade que aparece justamente nos momentos mais críticos.

Ninguém sabe exatamente:

qual equipamento está instalado;

como determinada configuração foi feita;

quem possui determinado acesso;

qual fornecedor é responsável;

quando aquele equipamento foi substituído;

qual sistema depende daquele servidor;

onde está determinada documentação.

O técnico começa o atendimento e, antes de resolver o problema, precisa descobrir o ambiente.

Isso consome tempo.

Conhecer e documentar a infraestrutura ajuda o suporte a trabalhar com contexto.

E contexto faz diferença.

Uma equipe que conhece o ambiente não recebe apenas a informação de que “a internet caiu”.

Ela consegue relacionar o incidente aos links existentes, aos equipamentos, à estrutura da rede, às dependências e ao histórico.

O suporte deveria ajudar a empresa a melhorar

Uma boa sustentação não deveria produzir apenas uma sequência infinita de chamados encerrados.

Ela deveria gerar aprendizado.

Se um problema aparece repetidamente, existe algo para investigar.

Se determinado equipamento exige intervenções constantes, talvez exista uma decisão a tomar.

Se os mesmos usuários enfrentam a mesma dificuldade, talvez exista uma questão de processo, configuração ou treinamento.

Se uma aplicação provoca recorrências, talvez seja necessário envolver seu fornecedor.

A tecnologia começa a amadurecer quando o histórico deixa de ser apenas arquivo e passa a orientar decisões.

Quando vale sair do suporte puramente reativo?

Alguns sinais merecem atenção:

Problemas semelhantes aparecem várias vezes.

A empresa depende muito de sistemas para operar.

Não existe uma visão clara dos equipamentos e serviços críticos.

A equipe só descobre problemas quando usuários reclamam.

Pequenas falhas estão consumindo muitas horas dos colaboradores.

Não existe rotina preventiva.

Ninguém acompanha a evolução do ambiente.

Cada problema exige descobrir novamente quem é responsável por cada parte.

Se esse cenário parece familiar, talvez a questão não seja contratar mais chamados.

Talvez seja mudar a forma de cuidar da tecnologia.

Como a Glautec trabalha essa sustentação

A Glautec apresenta o GSI, Glautec Sustentação Integrada, como uma estrutura que reúne monitoramento, manutenção preventiva e corretiva, evolução do parque tecnológico e suporte especializado.

A proposta é simples: em vez de a empresa procurar diferentes soluções somente quando algo acontece, a tecnologia passa a receber acompanhamento contínuo.

Isso se conecta ao modelo Glautec 360, que parte do diagnóstico do ambiente, planejamento e acompanhamento da evolução tecnológica da empresa.

Não significa que falhas deixarão de existir.

Tecnologia não funciona assim.

O objetivo é ter mais contexto, organização e capacidade de agir antes, durante e depois dos problemas.

A pergunta que sua empresa deveria fazer

Em dias muito quentes, ninguém quer descobrir que o ar-condicionado precisava de manutenção justamente quando mais precisa dele.

Na tecnologia empresarial, vale a mesma lógica.

Esperar um equipamento parar, um servidor falhar ou um sistema ficar indisponível para então descobrir que alguma coisa já vinha dando sinais não é exatamente uma estratégia.

Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Quem vamos chamar quando der problema?”

talvez seja hora de perguntar:

“Quem está cuidando para que nossa tecnologia continue funcionando bem antes do problema aparecer?”

Essa é a diferença entre simplesmente ter suporte e começar a tratar a TI como parte da continuidade da empresa.

Quer entender onde estão os pontos de atenção do seu ambiente?

Converse com a Glautec e avalie sua estrutura de tecnologia.

Deixa que a gente resolve.

Matheus Rodrigues | Glautec Tecnologia

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